Spark 001 - Você tem uma Caixa


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Versão oficial e mais actualizada em : http://sparks.nextculture.org/res/sparks/Spark-001-en.pdf

SPARK 001 (ultima alteração em 2018-06-2018)
DISTINÇÃO: Você tem uma caixa
NOTAS: A sua “Caixa” é a sua construção pessoal da realidade. É como você compreende e interage com o mundo. Pode chamar-lhe uma “visão de mundo”, um “paradigma”, um “sistema de crenças”, um “mecanismo de defesa psicológico”, uma “estratégia de sobrevivência”, a sua “zona de conforto”, o seu “ego” ou a sua “personalidade”, mas para o propósito desta conversa nós chamar-lhe-emos a sua Caixa.

A Caixa é construída com crenças, histórias, pressupostos, expetativas, razões, opiniões, preferências, atitudes, decisões, ideias e modelos. A Caixa responde às seguintes questões: “Quem sou eu?” “Quem são aquelas outras pessoas?” E,
“O que é que eu faço num lugar como este com pessoas como eles?”
A Caixa dá-lhe uma identidade.

A sua Caixa é uma criação da sua própria imaginação. É a sua melhor criação e também a sua favorita. Não herdou a sua Caixa dos seus pais (ainda que possa escolher componentes similares), nem a sua Caixa foi criada como resultado de incidentes ou circunstâncias (apesar de que você pode querer colocar a culpa por como está no seu ambiente). Você criou a sua Caixa, um pedaço de modelo mental de cada vez.

Como o interior da sua Caixa é mais familiar para si que a sua sala – alguém podia mover as coisas na sua sala sem que se apercebesse, mas isto nunca podia acontecer na sua caixa – a sua Caixa torna-se indistinta. Você esquece que a Caixa está lá como um peixe esquece a água no seu aquário. Você vive na zona suave, doce, de “marshmallow” no centro da sua Caixa porque as bordas da Caixa tendem a ser desconfortáveis. Rodeia-se por pessoas “seguras para a Caixa”, trabalha num emprego “seguro para a caixa”. (Tais astutas são as auto-defesas da caixa). A única Caixa que é invisível para si é a sua própria Caixa. Consegue ver as Caixas de todas as outras pessoas. Todas as outras pessoas podem ver a sua Caixa. As Caixas de algumas pessoas são congruentes com a sua em algum momento. Pode chamar a estas pessoas de amigos.

EXPERIMENTO:

Imagine que o quarto em que está sentado agora é a sua Caixa. Observe o que colocou no seu quarto que o faz sentir confortável e seguro, que o ajuda a se identificar consigo mesmo (fotos, lembranças, livros favoritos, objetos significativos, arte inspiradora e assim por diante).

Em seguida, passe cinco minutos identificando e listando os componentes estruturais da sua caixa. Você pode fazer isso respondendo a estas perguntas: De que gosto? De que não gosto? O que me faz feliz? O que me deixa irritado?
Depois de identificar os limites da sua Caixa, imagine o quão grande é comparado ao resto do mundo. Sua caixa é destinada a manter o mundo fora ou você dentro?

No momento em que tem a experiência de que sua Caixa existe, você assume uma nova perspectiva. Tem um vislumbre de sua caixa pelo seu exterior. Esta nova perspetva (chocante) permite que você dê um nome à sua caixa: A Caixa. Você só pode chamar sua caixa a Caixa se você a vir do lado de fora. A elucidação de que algo é possível além do que é permitido pela sua caixa pode causar uma mudança significativa na sua auto-experiência. Pode mudar o objetivo da sua Caixa de defender seu status quo para expandir o seu status quo. As novas intenções expansivas dedicam-se a questionar o que quer que o mantenha trancado. Você pode então descobrir logo que, de fato, sua caixa pode expandir! Você ganha acesso a novas formas de trabalhar com pessoas e situações porque você vê que são as pessoas que criam as situações! Sua caixa é colocada a novo uso para ajudar a transformar o que é possível. Como a sua caixa sabe como funciona, compreende melhor como as outras pessoas trabalham, porque as pessoas geralmente se comportam de acordo com os ditames de sua caixa. A ciência por trás de como as caixas funcionam é chamada de Mecânica da Caixa

Passe alguns minutos todos os dias esta semana observando em detalhe e apreciando as qualidades fascinantes das Caixas que outras pessoas criaram para si mesmas, e o modo como a sua Caixa reage à sua Caixa.

De uma Caixa para outra,
Clinton

Para quem preferir em inglês:

World Copyleft 2018 by Clinton Callahan. You are granted permission to copy and distribute this SPARK as long as this author, website, and copyright notice are included.
Creative Commons Attribution and Share Alike CC BY SA International 4.0 License. To get your own free email subscription to SPARKs go to http://www.clintoncallahan.org. Thanks for experimenting! Experimenting builds matrix to hold more consciousness. http://www.possibilitymanagement.org

DISTINCTION:
You have a Box.

NOTES:
Your ‘Box’ is your personal construct of reality. It is how you understand and interact with the world. You may call it a ‘worldview,’ a ‘paradigm,’ a ‘belief system,’ a ‘psychological defense mechanism,’ a ‘survival strategy,’ your ‘comfort zone,’ your ‘ego,’ or your ‘personality,’ but for the purposes of this conversation we will call it your Box.
The Box is woven together out of beliefs, stories, assumptions, expectations, reasons, opinions, preferences, attitudes, decisions, ideas and models. The Box answers for you the questions: “Who am I?” “Who are those other people?” And, “What do I do in a place like this with people like them?”
The Box gives you an identity. Your Box is a fabrication of your own imagination.
It is your finest and favorite artistic creation. You did not inherit your Box from your parents (although you may choose similar components), nor was your Box formed as a result of incidents or circumstances (although you may want to put the blame for how you are on your environment). You made your Box, one bit of thoughtware at a time.
Since the interior of your Box is more familiar to you than your living room – someone could move things around in your living room without you knowing it, but this could never happen in your box – your Box becomes indistinct. You forget the Box is there like fish forget the water in their fishbowl. You live in the soft, sweet, ‘marshmallow zone’ at the center of your Box because Box edges tend to be uncomfortable. You
surround yourself with ‘Box safe’ people, work a ‘Box safe’ job, and find a ‘Box safe’
partner. This allows you to live in the illusion that there is no Box. (So sly are the
Box’s own defenses.) The only Box that is invisible to you is your own. Everyone else’s Box you can see. Everyone else can see your Box. Some people’s Boxes are congruent to yours some of the time. You call these people your friends.

EXPERIMENT:
Imagine that the room you are sitting in right now is your Box. Notice what you have put into your room that makes you feel comfortable and safe, that helps you to identify yourself as you (photos, mementos, favorite books, meaningful objects, inspirational art, and so on). Then spend five minutes identifying and listing some of the structural components of
your Box. You can do this by answering these questions: What do I like? What do I dislike? What makes me happy? What makes me angry? After identifying the limits of your Box, imagine how big it is compared to the rest of the world. Is your Box intended to keep the world out, or you in?
The moment you have the experience that your Box exists, you take on a new
perspective. You get a glimpse of your Box from its exterior. This (shocking) new
view permits you to give your Box a name: The Box. You can only call your Box a
Box if you see it from the outside. The insight that something is possible besides
what is permitted by your Box can cause a significant change in your self-experience.
It can shift the aim of your Box from defending your status quo to expanding your
status quo. The new expansive intentions dedicate themselves to questioning
whatever keeps you locked in. You may then soon discover that indeed, your Box
can expand! You gain access to new ways of working with people and situations
because you see that it is people who create the situations! Your Box gets put to new
uses no help you transform what is possible. Since your Box knows how it works, it
understands better how other people work, because people mostly behave according
to the dictates of their Box. The science behind how Boxes work is called Box
Mechanics.
Spend a few minutes each day this week noticing in detail and appreciating the
fascinating qualities of the Boxes that other people have created for themselves, and
the way your Box reacts to their Box.

From one Box to another,
Clinton


O que é ser adulto ?