O que é isso de mundo melhor, no teu contexto direto ?


#1

Iniciei hoje mesmo este projeto de “criar um mundo melhor”.
Para isso preciso da tua ajuda. Sim, ajuda.
Ajuda para mim é um ato de esforço, de trabalho, de disponibilização consciente. Pode ser apenas responder a uma pergunta. Pode ser dar 1 euro por mẽs para eu te ajudar a ti também. Pode ser um abraço. (atualizei entretanto a minha definição de ajuda em Em torno do conceito de ajuda )

Neste caso, uma forma de me ajudares é respondendo à pergunta deste tópico:

O que é para ti um mundo melhor, no teu contexto de vida diretamente observável?

Se preferires responder de forma anónima, podes fazê-lo em:

Editado dps da 7ª resposta:

Sendo as respostas anónimas, vou então as colocando aqui…em jeito de um diálogo contínuo, querendo-se mais e mais expansivo. Se alguém que escreveu uma das 7 se sente incomodado, possa-mo dizer diretamente e veremos a melhor forma de lidar com isso dps.

Colocarei as respostas aqui pela ordem apresentada.


Em torno do conceito de ajuda
How can we bring joy more often to our lives ?
#2

Feeling joy more time is a better world for me


#3

Trabalhar em cooperação, onde não importa o parecer, não se perde tempo a cochichar a vida alheia, mas interessa o ser, o estar e o usufruir do espaço público


#4

O mundo melhor pode ser simplesmente parar por um minuto


#5

Um mundo melhor neste momento para mim é quando me mostro ao mundo da forma mais autêntica possível.


#6

Para mim, um mundo melhor é um mundo onde voltamos a estar atentos ao colectivo e ao nosso impacto no mundo. Eu moro numa zona mais antiga de Algueirão em um Bairro originariamente Cooperativo. Aqui e num panorama mais geral da sociedade vejo que cada um vive muito na sua realidade facilmente numa postura de " cada um por si o resto que se lixe" . Por exemplo existe com regularidade “Monos” e lixo junto aos contentores que fica lá durante semanas, sendo que aqui a responsabilidade também é do município pela forma como escolhe resolver estas situações. Eu trnhi feito a minha parte, comunicando com frequência a existência destes lixos abandonados ao municipio de forma a os recolher. Espero ter ajudado de alguma forma


#7

Melhorar a alimentação e a educação que temos.


#8

O meu contexto normal é a minha vida em Lisboa. Portugal, um país desenvolvido, onde a maioria das pessoas têm o mínimo para sobreviver, e aquelas no meu círculo têm bem do que isso. Têm um conforto e segurança que para grande parte da população mundial é um sonho, algo praticamente impossível de alcançar.

Em que resulta este ‘desenvolvimento’? De acordo com a minha experiencia, resulta principalmente na desconexão entre as pessoas, que se fecham na sua bolha (que inclui família e alguns amigos) e perdem o prazer de ajudar um estranho, o prazer de dar sem receber nada em troca, apenas porque aquele é outro humano, porque é bom ver o outro feliz. Fecham-se nessa bolha e esquecem que a sua situação priviligiada é fundamentalmente o resultado do acaso, que podiam ter nascido noutro lado onde todos os dias comer é uma luta, onde uma doença simples resulta em morte, onde sair à rua e ir ao mercado é um risco imenso.

Ao invés, inventam preocupações e medos. Um medo infinito de que aquele estranho lhes roube o telemóvel, como a sua vida dependesse disso. A crença infundada de que a maioria das pessoas diferentes são más, ou perigosas, que a intenção de quase todos os outros ‘provavelmente é fazer mal’. Focam-se em luxos falsos, gastam dinheiro em coisas que não lhes trazem felicidade, e vivem acreditando que se não passarem a maioria das suas vidas a trabalhar (em algo que não as realiza minimamente) a sua vida será um fracasso e que serão infelizes.

É o contrário. É nas relações, genuínas, assim como no entendimento de que todo o prazer é relativo, que se pode ter mais aprendendo a estar bem com menos (e aí o luxo ocasional traz de facto felicidade), no perceber que a sociedade não é dona da verdade e que somos livres para a procurar à nossa maneira - é aí que está o sucesso de uma vida.

Ando a viajar há alguns meses de mochila às costas e com pouco dinheiro. É inequívoco: nos países mais pobres, menos ‘desenvolvidos’, é normal encontrar pessoas prontas a ajudar e, apesar de todos os seus (reais) problemas, geralmente mais sorridentes, sofrendo menos com stress e com depressões, encontrando felicidade nas coisas simples, e até, em muitos aspectos, mais conscientes da realidade.

Um mundo melhor conseguirá oferecer satisfazer em todos as necessidades básicas de comida, dormida e segurança, e ao mesmo tempo trará de volta a conexão com o outro que se tem perdido a olhos vistos, de forma aproximadamente proporcional ao pib, relativizará os medos, libertará as pessoas do trabalho escravo e, em geral, aproximá-las-á. Um mundo muito mais comunitário em que o dinheiro volte ao seu lugar, uma ferramenta para trocar algumas horas de trabalho pelo necessário à sobrevivência, e as deixe livres para criar e explorar à sua maneira.